Cotidiano

Hoje quero apresentar a música "Cotidiano", de Chico Buarque, interpretada por Seu Jorge, para introduzir o estudo da Filosofia a partir da observação de nossa rotina diária.

A música nos chama a atenção para o fato de que o hábito de realizar as mesmas atividades, todos os dias, da mesma forma, mecanicamente, faz com que não prestemos mais atenção a elas. A rotina bloqueia a reflexão, tão necessária à Filosofia.

O mesmo acontece com o senso comum (conjunto de opiniões e ideias vigentes na sociedade), que acaba sendo aceito como natural e necessário sem questionamento ou reflexão.

É interessante, ainda a propósito da música, notar a dificuldade e o desconforto do personagem que conta sua rotina ao tentar romper com o senso comum, na terceira estrofe da música, em que o sujeito até pensa em romper com sua vida rotineira, mas, por comodismo, pensando nas dificuldades que enfrentará se se aventurar em algo novo, decide permanecer no seu "cômodo mundo familiar". Ao invés de dizer um sonoro não!, resolve calar-se "com a boca de feijão", alimento que, no contexto brasileiro, é a comida rotineira, de todos os dias.



 

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