Resumo em tópicos do 2º discurso de Sócrates no Fedro


243e – 244a: Introdução: Sócrates justifica de um segundo discurso ao afirmar que o primeiro não era verdadeiro. Afirma, ainda, que a loucura não é um mal, pois dela procedem os bens inspirados deuses.

244b – d: Sócrates apresenta a primeira das quatro loucuras: a loucura profética inspirada por Apolo. Compara a adivinhação propiciada pela observação das aves e pela loucura profética, identificando essa última como superior.

244e: Apresentação da loucura catártica inspirada por Dionísio.

245a: A terceira loucura é aquela inspirada pelas Musas e se exprime em poesias. 

245b: Sócrates expõe a tese central do discurso segundo a qual se deve preferir a amizade do homem apaixonado, pois o amor é enviado pelos deuses.

245c – e: Para endossar sua tese, Sócrates afirma que é preciso apresentar a natureza da alma, seus estados e atos. Inicia, então, uma demonstração para defender a imortalidade da alma. Afirma que tudo o que é causa do próprio movimento é imortal. A alma move a si mesma. Logo, a alma é imortal.

   246a – 249c: Sócrates apresenta uma imagem para tratar da natureza da alma. 

   246a – b: A alma é comparada a uma força que une um carro a uma parelha de cavalos alados conduzidos por um cocheiro. Os cavalos dos deuses são ambos bons, enquanto os cavalos dos homens são mestiços.

   246b – d: A diferença entre os seres mortais e imortais.

   246d – e: A natureza das asas dos cavalos.

  246e – 247b: A marcha dos deuses, com Zeus à frente, seguido por dáimons e outros deuses.

   247b – 248a: A contemplação das “realidades verdadeiras” pelos deuses.

  248a – c: A marcha das almas dos homens atrás dos deuses e a queda como consequência por não conseguirem contemplar as verdades.

  248d – e: Hierarquia dos tipos de almas.

  249a – b: Os ciclos de encarnação da alma.

249c – 253c: Teoria da reminiscência.

   249c: A verdade racional como recordação das verdades eternas contempladas pela alma.

    249d – e: O quarto tipo de loucura: a loucura dos amantes que, vislumbrando algo belo, recordam-se da Beleza.

   250a – d: A Ideia de Beleza se sobressaía em relação às outras no cortejo dos deuses. Por isso, a Beleza é mais perceptível no mundo sensível.

   250e: Aqueles que não foram iniciados, não sabem contemplar como se deve a Beleza.

   251a – 252b: As sensações e atitudes de quem, uma vez tendo contemplado a Beleza, se depara novamente com ela no mundo sensível. Sócrates descreve como esse encontro, simbolicamente, faz crescer as asas que uma vez permitiram ao homem contemplar as Ideias.

   252c – 253c: Sócrates dá diversos exemplos para defender que o amante tem as características do deus que seguia na marcha celeste. 

253d – 254e: Sócrates retoma a figura da parelha de cavalos com o cocheiro.

   253d – e: Descrição dos cavalos da natureza boa e má dos cavalos.

   253e – 254e: Descrição do encontro entre o cocheiro e os cavalos (representando a alma do amante) com o amado. Ao encontrar o amado, o cocheiro recorda-se da Ideia de Beleza. A partir de então, desejando rever o amado, conduz os cavalos ao encontro. Porém, o mau cavalo precisa ser domado, pois não age conforme o cocheiro determina.

255a – 256a: O amado, quando encontrar o tipo de amante anteriormente descrito, não deve se afastar dele, mas tê-lo por perto. No encontro do amado com o amante, ambos ficam cheios de amor e desejam estar sempre juntos. Envolvido nessa atmosfera, o amado não recusa nenhum favor ao amante.

256b – d: Sócrates apresenta o tipo de vida que têm aqueles que se dedicam à harmonia e à filosofia em comparação com os que preferem as honras.

256e – 257b: Sócrates encerra o discurso retomando a tese de que o amado deve conceder favores ao homem apaixonado e não àquele que declara não estar apaixonado.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
PLATÃO. Fedro. Trad. Pinharanda Gomes. 6 ed. Lisboa: Guimarães Editores, 2000. 

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